quinta-feira, dezembro 07, 2006

BRL

BRL

Amanhã será o anuncio do desemprego americano (Nonfarm Payrolls). Acho muito provável que esse relatório já comece a refletir o estouro da bolha imobiliária, no aspecto desemprego na construção civil. Se isso de fato ocorrer, não só será a senha para nova onda de desvalorização no dólar, mas também para iniciar uma visão mais negativa junto ao publico em geral da economia americana, visão essa que pode contaminar as bolsas. Neste último caso, o que era para ser uma queda no Dólar pode se tornar uma queda no Real.

May the odds be with you !!

2 comentários:

Samuel disse...

Olá Damiani,

Bem, o preview da ADP veio acima do esperado, sinalizando que talvez o NFP não venha tão feio. Talvez.

Sobre a questão do Housing Market, com a sua licença citarei um trecho desse artigo do Stephen S. Roach:

"This limited decline should hardly be surprising -- construction activity almost never turns on a dime. In most cases -- Thailand being a notable exception in 1997 -- builders tend to complete the pipeline of previously initiated projects even as the outlook sours for new construction.

That tends to support employment in the homebuilding sector long after the demand underpinnings of the cycle have turned. The latest trends in the US labor market bear that out.

Since peaking in February 2006, employment in the homebuilding sector -- namely, residential building and residential special trade contractors, combined -- has contracted by a mere 2.8%; this reverses only 12% of the outsize run-up in hiring that occurred in these industries since early 2001.

In other words, the homebuilding sector is still basically staffed for the boom. As existing projects are completed, I suspect there will be a sharp fall-off of headcount in this once frothy industry -- with important implications for the state of the overall labor market, income generation, and personal consumption."

Íntegra:
http://www.morganstanley.com/views/gef/archive/2006/20061106-Mon.html

Abraço!

Luis Guilherme Damiani disse...

Interessante, Samuel, aliás obrigado, apesar de ser leitor assíduo do GEF, esse me escapou. Eu só gostaria de acrescentar que o mercado não vai esperar pelas demissões em massa, mas vai estar procurando pela consistência na falta de geração de novas vagas. É uma cautela em relação a isso que tomo, pois a qualquer momento o desemprego gerado na construção civil norte-americana vai passar a ser o foco no mercado (quanto a possíveis conseqüências pode-se dar uma olhada !!!!!!). Como diz o S. Roach o efeito no desemprego no setor de construção civil experimenta um razoável atraso em relação ao início de qualquer crise nas vendas de imóveis. Isso ocorre porque os empresários racionalizam o custo de despedir e o de recontratar (vai que a crise dura pouco), bem como a necessidade de terminar os projetos em andamento. O racional então é postergar possíveis demissões. O que me deixa, porém, intranqüilo com esse pensamento do Roach, é o seguinte:
Ao olhar para o que vem acontecendo com as vendas de imóveis e de permissões para novas construções (veja os gráficos que postei em http://damianifx.blogspot.com/2006/12/bolha-imobiliria.html)será que os empresários vão manter a racionalidade? ou melhor, mudarão do modo “calma que é só uma chuvinha” para o modo “salve-se quem puder”. Improvável ou não, é bastante prudente levar em consideração este último cenário.